A ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções derrubou o nível técnico da competição. Times como Haiti, Cabo Verde, Jordânia, Panamá e Catar entram no debate como “sacos de pancadas”, o que dilui a dificuldade da fase de grupos. A crítica central: a Copa deveria seguir com 32 seleções, garantindo duelos de alto nível desde o começo.
Além disso, o novo formato permite que até os terceiros colocados avancem — apenas 4 de 12 grupos caem na fase inicial. Ou seja, eliminar uma potência logo de cara virou algo praticamente impossível.

📌 Grupo do Brasil: obrigação passar
O Brasil cai no Grupo C com Marrocos, Escócia e Haiti:
- Marrocos é o rival mais duro, 11º no ranking da FIFA e com jogadores como Bono, Hakimi, Ziyech, Amrabat e Brahim Díaz.
- Escócia é uma seleção disciplinada, estilo “Suíça de azul”, com Mctominay, Robertson e McGinn. Chata, mas longe de ser elite.
- Haiti deve ser facilmente goleado por todas as seleções do grupo.
O Brasil não tem justificativa para ter medo da Escócia, apesar da fase ruim da Seleção. Mesmo num cenário negativo, o Brasil deve ficar ao menos em segundo lugar — ser terceiro seria “vergonha mundial”.
📌 Caminhos possíveis: depende só do Brasil
Terminar em primeiro no grupo abre um percurso mais suave:
- Enfrenta o segundo do Grupo F (Japão, Tunísia ou outro).
- Depois encontra seleções de nível intermediário como Senegal, Noruega ou Costa do Marfim.
- Chegaria a uma eventual semifinal contra seleções como Espanha ou Bélgica.
Terminar em segundo, porém, complica tudo:
- Pegaria de cara a Holanda, favorita do Grupo F.
- Nas quartas, teria pela frente França ou Alemanha.
- Caminho pesado logo nas primeiras fases do mata-mata.
📌 Outros grupos: gigantes com vida fácil
- Portugal, Inglaterra, Bélgica e Alemanha pegaram grupos tecnicamente fracos.
- Espanha enfrenta o sempre perigoso Uruguai, mas o restante do grupo é frágil.
- França pode se complicar, mas deve avançar.
- Muitas seleções de nível baixo garantem jogos mornos e previsíveis.
📌 Fase de grupos sem emoção: zebra e “grupo da morte” viraram história
O novo formato da Copa do Mundo praticamente eliminou o fator surpresa. Com 48 seleções e a possibilidade de classificação até para o 3º colocado, não existe mais aquele cenário clássico onde uma grande seleção cai logo na fase inicial.
Antes, uma potência só era eliminada quando ficava em 3º lugar, brigando ponto a ponto com o segundo colocado. Agora, até essa posição virou “zona de conforto”.
Com isso:
- Zebra praticamente acabou.
- Grupo da Morte não existe mais, já que mesmo em grupos fortes, três seleções passam.
- Equilíbrio deixou de ser punição. Aquele grupo pesado que só classificava dois… agora classifica três tranquilamente.
📌 A Copa ficou mais previsível — até o mata-mata começar
O inchaço da competição, com mais grupos e mais participantes, deixou a fase inicial bem previsível. A emoção deve realmente começar só nos 16 avos de final (fase de 32 times), quando o mata-mata passa a trazer confrontos de verdade.
Mesmo assim, será:
- A maior Copa do Mundo da história em número de seleções.
- Um torneio marcante por outro motivo: pode representar a aposentadoria internacional de Cristiano Ronaldo, Messi e talvez até Neymar.
📌 Conclusão: Brasil avança, mas precisa liderar o grupo
Apesar da fase ruim, a Seleção tem obrigação de passar em 1º ou, no mínimo, em 2º lugar. O único risco real está no cruzamento: ser segundo do grupo significa abrir caminho para enfrentar gigantes logo de cara.
O mundial terá muitos jogos fracos, poucas zebras e um cenário onde as potências tendem a dominar até as fases finais.







