O Bahia dominou completamente o Sport na Fonte Nova e venceu por 2 a 0 em um jogo que teve cara de goleada, mas que só não terminou com placar histórico graças a uma atuação absurda de Caique França, considerado o melhor em campo por larga margem.
O goleiro do Sport registrou a maior partida da carreira, superando inclusive a famosa atuação de 2024 — também contra o Bahia no mesmo estádio — e foi responsável por evitar um massacre ainda maior. Foram 12 defesas, um pênalti parado e ao menos cinco “milagres” que impediram que o placar chegasse a 5, 6 ou até 10 a 0. O Bahia finalizou 28 vezes, com 11 chutes no alvo, e criou uma avalanche ofensiva que o Sport não conseguiu conter em momento algum.
Estratégia do Sport: apenas sobreviver
César Lucena montou o Sport com uma linha de cinco defensores e três zagueiros improvisados, numa tentativa clara de evitar uma goleada. O plano até cumpriu o objetivo no placar, mas não funcionou em campo:
- defesa perdida,
- meio-campo passivo,
- pontas sem recompor,
- ataque inexistente (primeiro chute na barra aos 22′ do 2º tempo).
O time foi completamente engolido pelo Bahia, e o 2 a 0 saiu barato.
Humilhação, apatia e críticas pesadas
O vídeo reforça a apatia generalizada do Sport, com destaque negativo para Christian Riveira, acusado de andar em campo, não marcar e adotar uma postura de desinteresse durante toda a partida.
Além disso, a derrota ficou marcada por mais um detalhe doloroso: o gol de Luciano Juba, ex-Sport, que acertou um lindo chute e ampliou o placar — mais um episódio simbólico da temporada desastrosa do clube pernambucano.

No intervalo da partida, Rivera conversou discretamente por cerca de 10 a 15 segundos com o árbitro, cobrindo a boca para evitar leitura labial. Coincidentemente — ou não — 15 minutos após a volta do segundo tempo, o volante recebeu o cartão amarelo que o deixou suspenso da última rodada. Foi seu terceiro cartão consecutivo, afastando-o do duelo contra o Grêmio e gerando forte percepção de que o jogador antecípou as próprias férias em meio à crise.
Bahia sonha alto
Do outro lado, o Bahia segue embalado, chega aos 60 pontos e volta a sonhar com uma vaga no G5, o que garantiria acesso direto à fase de grupos da Libertadores caso vença o Fluminense na próxima rodada.

Melhores em Campo – Bahia

1. Luciano Juba
Foi o grande nome da partida. Marcou um golaço de fora da área, colocando a bola na gaveta em uma verdadeira pintura. Decisivo, técnico e letal.
2. Rodrigo Nestor
Abriu o placar e ajudou o Bahia a controlar o meio-campo. Participou da construção das principais jogadas ofensivas e deu ritmo ao time.
3. Everton Ribeiro
Fez uma partida excelente: dinâmico, inteligente e com passes em profundidade que deixaram companheiros na cara do gol. Maestro em campo.
Menção honrosa: Eric Puga, muito participativo, finalizando bem e parando na trave e nas grandes defesas de Kaique França.
Melhor em Campo – Sport
1. Caique França
Foi o único destaque positivo do Sport. Fez mais de nove defesas difíceis, pegou pênalti e evitou que o time sofresse uma goleada histórica de 10 a 0. Sem ele, o placar teria sido constrangedor.
Demais jogadores: Todos os outros atletas do Sport tiveram atuação nota zero, muito abaixo do esperado.







